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  • Claudia Vilas Boas

Zoo Distopia

Viver nesse planetinha nesses últimos tempos, não tem sido nada fácil para os lúcidos.

Tudo é motivo para verdadeiras batalhas de narrativas.

A hipocrisia impera soberana através de marionetes hipnotizados.

Não se pode mais ter um pensamento livre e de acordo com o que se sente.

Recentemente uma celebridade foi atacada por defender, vejam só que absurdo (contém ironia), a VIDA.

Se hoje estou aqui me expressando é porque tive a oportunidade de vir ao mundo.

Vejo essa gritaria insana defendendo a liberdade de ceifar vidas no ventre em uma época em que a informação está à disposição de qualquer um. E, portanto, métodos preventivos estão disponíveis e acessíveis. Como diz o ditado “prevenir é melhor que remediar.”

Porém, assumir as próprias responsabilidades deixou de ser a regra e passou a ser a exceção.

Hoje as culpas são terceirizadas, sendo sempre imputadas aos outros. A infelicidade é sempre culpa de um terceiro, nunca das próprias escolhas? É isso mesmo produção?

Hoje vivemos em um imenso “zoológico”.

Somos catalogados em espécies e jogados em jaulas, rosnando raivosos contra os outros espécimes.

Humanos da cor A, jaula dez, da opção sexual B, jaula 20, da religião C, jaula 30, e por aí vai.

E quem dirige esse hospício? Governos e empresas que estimulam essas divisões identitárias sob a falsa bandeira de proteção.

Quantas empresas se utilizam de causas identitárias com um único objetivo: lucrar.

Elas na verdade não estão nem aí para causa nenhuma que não seja o seu próprio benefício. E deve ser divertido para elas ter divulgação gratuita através das polêmicas muito bem planejadas.

Há um outro aspecto também, o da espiritualidade tóxica, que acaba levando ao mesmo estado de hipnose.

Muitos “pseudogurus” se apoderam de narrativas para conduzir incautos, que não assumem a tarefa de buscar o autoconhecimento.

O que não falta atualmente é lobo em pele de cordeiro, e um bando de ovelhinhas preguiçosas e passivas.

Muitas vezes me dá vontade de levitar acima do planeta com um grande megafone e gritar a plenos pulmões: ACOOOOOOORDEM!

Contudo, sei que isso seria inútil. Muitos já abdicaram de sua liberdade e do propósito a que vieram.

Assistir a tudo isso é cansativo e muitas vezes irritante.

A ignorância é tamanha, que comemoram quando alguém que pensa diferente é calado. Por que tanto medo não é mesmo?

Quanto mais se permitir a livre expressão, mais o indivíduo ou grupo será exposto. E essa é a melhor forma de se ver a verdade.

Há uma frase atribuída a Abraham Lincoln que diz o seguinte: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo.”

Portanto, seria muito mais inteligente incentivar a livre expressão.

Mas…sabemos que a verdade não interessa aos dirigentes do “zoohospício”.

Aos que passeiam pelas alamedas, assistindo ao espetáculo de horrores das jaulas, muitas vezes tentando inutilmente informá-los de que o cárcere não possui trancas, resta apenas o sentimento de compaixão.

A gritaria entre esses grupos é tão insana que não há como ser ouvido.

A estratégia de dividir para governar é tão antiga e batida que é realmente difícil de acreditar em como ela ainda é eficaz.

Assisto triste a esse grotesco espetáculo, mas mantendo acessa a fé de que ainda há possibilidade de que uma parcela da humanidade perceba que ser livre só depende de um único gesto, uma única atitude…ESCOLHER.

#pracegover #pratodosverem Imagem de uma mulher de longos cabelos castanhos esvoaçantes, vestido branco, pés descalços, sentada, adormecida com o rosto apoiado em uma das mãos, dentro de uma gaiola azul.


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