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Tecnologia, use com moderação

  • Foto do escritor: Claudia Vilas Boas
    Claudia Vilas Boas
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Progresso, avanços tecnológicos, invenções e toda sorte de descobertas que trazem possibilidades de evolução, são sempre bem-vindas. Contudo, como em tudo na vida, há que se ter equilíbrio.

Hoje as informações e a comunicação estão o tempo todo na palma de nossas mãos.

A internet nos permitiu encurtar distâncias, ampliar conhecimento e quebrar barreiras.

Nos possibilitou encontros e reencontros.

Hoje podemos nos comunicar instantaneamente com praticamente qualquer lugar do mundo.

Porém, ela nos trouxe também uma grande quantidade de distúrbios e desequilíbrios, bem como a facilidade de disseminação de conteúdo de pessoas mal intencionadas.

A infância tornou-se um alvo a ser deturpado e corrompido. A moralidade é ignorada, enquanto a futilidade e vulgaridade ganham likes e views.

Usa-se e abusa-se de recursos que visam destruir a capacidade cognitiva e o equilíbrio emocional.

Vidas perfeitas são vendidas como se fossem a realidade mais comum, embora, não raramente, o vazio é o que prevalece ao desligar da câmera.

Crianças são expostas a conteúdos com excesso de estímulos, muitas vezes sem qualquer supervisão de seus pais ou responsáveis.

Tudo isso tem causado um efeito devastador, um desequilíbrio emocional, casos críticos de ansiedade e depressão.

Além disso, os processos de formação intelectual acabam também prejudicados.

Em nosso país, por exemplo, quanto mais inútil, fútil e vulgar, mais visibilidade e sucesso é conquistado.

A maioria dos jovens quase não lê mais, todo o conhecimento resulta das telas e, atualmente da inteligência artificial.

Ferramentas que deveriam ser usadas para nos ajudar a evoluir e desenvolver nossas capacidades, têm servido para fazer justamente o oposto.

E por que? Por escolha.

A zona de conforto é atraente, e por isso muitos ficam amarrados a ela, por livre e espontânea vontade.

Buscar informações, ampliar conhecimento, estudar e principalmente, investir tempo e paciência nesse aprendizado, tornou-se algo raro nesses tempos acelerados.

É urgente que comecemos a equilibrar a nossa vida, sair do virtual e viver também a realidade. Conviver e viver fora das telas.

Estar presentes em cada momento. Voltar a conversar e interagir de forma presencial, gastar menos tempo registrando as experiências em fotos e mais tempo vivendo e criando memórias. Fotos podem ser apagadas, mas as memórias do que foi vivido e sentido, não.

A tecnologia é ótima para nos facilitar e permitir muitas coisas, mas ela não pode substituir a realidade.

Nossa evolução depende das escolhas e experiências vividas, dos desafios superados e das atitudes tomadas.

Portanto, o que precisamos é ouvir nosso corpo, observar nossos sentimentos e perceber quando se faz necessário desacelerar e dar uma pausa, a fim de reequilibrar e trazer paz e harmonia para nossa vida.

Há que ser parcimônia para buscar o caminho do meio e a moderação, pois todo excesso é nocivo.

Então, aproveitemos os progressos e as inovações, que são itens a se agregar em nossa bagagem, mas que não devem substituir as valiosas ferramentas já adquiridas ao longo da jornada, pois foram elas que nos auxiliaram a construir o presente e nos trazem a possibilidade de criar o futuro que sonhamos.

#pracegover #paratodosverem Jovem caminhando em um vale, olhando para frente observando a paisagem, segurando um livro em uma das mãos, com uma mochila com ferramentas nas costas e um celular na outra mão. Arte digital


 
 
 

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