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Desconhecimento

  • Foto do escritor: Claudia Vilas Boas
    Claudia Vilas Boas
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Há uma frase bíblica muito repetida que diz: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará.”

Daí depreende-se que a mentira aprisiona.

O que para mim é um fato. Embora nem sempre isso pareça evidente.

Há pessoas que aparentemente passam a vida mentindo e se dando bem. Contudo, a que custo?

Uma mentira sempre exige cada vez mais mentiras para se sustentar. É cansativo, pois requer um estado de alerta constante. Um ciclo de falsidade sem fim.

Recentemente, um influencer causou furor ao criar um enredo sobre um avistamento de um objeto não identificado. Mesmo depois de esclarecida a situação, o mesmo continuou reafirmando o ocorrido e criando novas narrativas.

Aparentemente toda a polêmica trouxe um ganho financeiro e visibilidade. Mas, a que custo?

Quanto vale a paz?

Infelizmente, esse tipo de conteúdo ganha uma visibilidade desproporcional, porque há muitos crédulos e pouco questionamento.

As pessoas parecem sedentas para acreditar em qualquer coisa, menos em fatos, menos na realidade.

Os que observam com atenção o atual estado caótico das coisas no mundo, e questionam, são vítimas de um silenciamento.

Questionar, duvidar e buscar a verdade tornou-se algo perigoso.

A censura está muito em voga nos tempos atuais, embora travestida de proteção aos extremamente sensíveis, à geração intocável e a narrativas falaciosas.

Esse desconhecimento, essa ignorância sobre os fatos acarreta um resultado danoso para toda a sociedade. Até porque, parafraseando John Adams, "fatos são coisas teimosas", que mesmo que ignorados, não deixarão de existir.

Querer acreditar em algo irreal, não o torna realidade. Assim como ignorar a história decorrida, não apaga o que nos antecedeu.

Muitos erros inaceitáveis se repetem por desconhecimento do passado.

Há que ser ter cautela sempre. Não podemos acreditar em tudo, só porque a mentira parece mais confortável.

Outra frase bíblica diz: “por falta de conhecimento, meu povo pereceu.”

E estaremos condenados a perecer se nos mantivermos escravos das mentiras e manipulações. Quem se prepara, quem busca conhecimento, não cai em armadilhas e não se torna cobaia de experimentos sociais.

Para isso, é necessário observar com atenção e questionar sempre.

Afinal, como diz um ditado popular: cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

#pracegover #paratodosverem ilustração de uma mulher de cabelos longos e esvoaçantes, roupas casuais, sentada em uma biblioteca, abrindo um livro de onde sai um luminoso facho de luz, que quebra grilhões que estão em seus pulsos. Simbolizando a libertação pelo saber. Arte digital.


 
 
 

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