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Amargura

  • Foto do escritor: Claudia Vilas Boas
    Claudia Vilas Boas
  • 21 de mai.
  • 2 min de leitura

Vivendo em tempos onde tudo é extremamente exposto, em que muitos entendem que precisam opinar sobre tudo e, pior, acreditam que suas opiniões são verdadeiras e inquestionáveis, alguns comportamentos deixam à vista as amarguras por trás de tanta arrogância.

Alguns agem movidos por ressentimentos e sede de vingança, outros impelidos por frustrações, inveja e ódio.

Criam conflitos e embates que não levam a lugar algum, apenas tornam tudo mais sombrio ao seu redor.

A ironia e a arrogância costumam ser a forma mais comum de rebater qualquer tipo de crítica ou discordância, mesmo aquelas feitas com respeito e educação.

Costumam usar discursos inflamados e textos bem escritos, e com isso atraem um séquito que se comporta como um bando de focas, aplaudindo a tudo, sem se importar com as incoerências que sempre aparecem, deixando a mostra a ferida ainda aberta, sob uma grossa camada de camuflagem.

E eu apenas observo, não critico, pois sei que provavelmente, em algum momento, já estive nesse lugar, assim como praticamente todos já experienciaram a dificuldade de lidar com desafios, críticas e até mesmo injustiças, reagindo de forma hostil.

Aprender a se manter em equilíbrio diante das divergências, exige maturidade. E maturidade é algo que depende do quanto estamos dispostos a aprender com as lições que a vida nos apresenta.

Hoje quando me deparo com esse tipo de comportamento, simplesmente mudo a rota, não entro na energia. A pessoa que se compraz em constranger e desrespeitar os demais, cria uma atmosfera pesada para todos. O conflito contamina os envolvidos com sentimentos negativos.

Se já temos as nossas cargas para carregar, então para que agregar mais peso a elas?

Nem tudo precisa ser dito. E há pessoas que não estão dispostas a ouvir nada além da própria voz e dos próprios pensamentos.

A amargura é um fardo difícil, e se não há nada que possamos fazer para contribuir, que ao menos não nos deixemos atingir, para que não a levemos adiante.

Cada um traz para a própria vida as consequências de suas escolhas.

Os aprendizados chegam para todos com o tempo. Se libertar dos sentimentos que causam amargura exige maturidade emocional, e isso não depende de idade, mas de escolher soltar as amarras que nos prendem a ela.

#pracegover #paratodosverem imagem de um uma mulher,de cabelos longos, semblante sereno e tranquilo, roupas claras, sentada em um jardim, em posição de lotus, ao seu redor o jardim está florido e iluminado, tendo ao fundo várias pessoas em pé discutindo irritadas, umas com as outras, com so semblantes sérios e aborrecidos, ao redor delas o jardim está seco e escuro. Arte digital.


 
 
 

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