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Um novo olhar sobre o perdão

Foto do escritor: Claudia Vilas Boas
Claudia Vilas Boas
3 de set.
3 min de leitura

Atualizado: 8 de set.

Não acredito em acasos, quem me conhece sabe disso. Entendo que tudo chega a nós com algum tipo de propósito, como pequenos sinais nos auxiliando a encontrar nosso caminho.

E foi assim, que um conteúdo muito interessante chegou até mim.

Existe um canal no YouTube que gosto muito, embora não assista com muita frequência, que traz entrevistas sobre muitas vertentes espiritualistas. É realmente um conteúdo muito enriquecedor.

Nesta semana acabei me deparando com um vídeo do canal, de uma conversa com um convidado que havia ocorrido há algumas semanas, e cujo tema era perdão.

O entrevistado trouxe uma visão muito diferente sobre essa questão, de uma forma que pode mudar completamente a maneira com que lidamos com algo que impacta tanto nossas vidas.

Ele diz que, normalmente quando estamos tentando perdoar alguém, focamos naquilo que entendemos que o outro fez e que nos magoou, e dessa forma o trabalho de perdoar acaba sendo, muitas vezes, difícil e até mesmo infrutífero.

Quanto mais nos lembramos da dor causada, mais aquele sentimento vai crescendo. Ele afirma que não é focando na dor que se cura a dor, é focando no amor que podemos curá-la.

Em dado momento ele propõe um exercício que considera a melhor forma de se conseguir atingir o verdadeiro perdão e, assim, nos libertarmos desse peso.

O exercício consiste em pensar na pessoa que nos causou a dor, e em vez de pensarmos na atitude que nos magoou, lembrarmos de todas as vezes em que aquela pessoa fez algo bom para nós, e agradecer por essas atitudes e seus efeitos em nossa vida, se possível nos referindo a essa pessoa com palavras de amor e generosidade. Ele ilustra essa prática com uma situação pessoal, relatando o quanto foi libertadora e importante a experiência.

Segundo ele quando mudamos a forma de olhar para o outro, trocando a dor pelo amor, pela gratidão, acessamos a essência divina tanto do outro como a nossa.

Questionado sobre perdão e convivência, ou seja, se perdoar verdadeiramente implica em conseguir conviver com a pessoa, ele diz que não necessariamente, até porque em muitos casos esse perdão não se concretiza em um nível físico, assim como a convivência também pode se dar além do físico, uma vez que, de uma certa forma, enquanto remoemos o passado estamos convivendo constantemente com ele.

Eu entendo que alguns ciclos em nossa vida precisam se encerrar por já terem cumprido seu propósito, e não terem mais nada a agregar. Que devemos ser gratos pela experiência, pelo aprendizado, mas soltar o que já não faz mais sentido em nossa vida.

Quando realmente conseguimos acessar memórias que foram desafiadoras, sem nenhum tipo de dor ou ressentimento, entendendo que aquilo foi apenas um episódio de nossa história e que faz parte da jornada que estamos construindo, significa que não acessamos mais a frequência da dor. E, assim, a caminhada se torna mais leve e produtiva.

Contudo, não há fórmula mágica, e resultados imediatos. Tudo sempre depende de escolher a estratégia e persistir.

Lembrando que nem sempre o que funciona para um, funciona para todos. Afinal, somos indivíduos com peculiaridades e histórias de vida diversas. Mas, achei muito interessante essa forma de trabalhar o perdão, e quis compartilhar com vocês, pois há muitos que impedem o fluxo de abundância e alegria em suas vidas, por estarem presos a sentimentos de mágoa ou culpa.

Para encerrar, recomendo que assistam a essa entrevista. Deixarei o link abaixo. E espero que ela traga muitas reflexões e que a mensagem chegue até aqueles que possam estar precisando soltar as amarras e seguir mais leve nessa incrível viagem chamada vida.

#pracegover #paratodosverem imagem de duas pessoas, um homem e uma mulher, frente a frente, em meio a um jardim florido, com árvores, cascata. Do centro do coração de cada um deles são emitidas ondas em tons de rosa e dourado, em formato de coração, que se conectam, formando um único coração no centro. O homem está vestindo roupas claras, leves, fluidas e a mulher um vestido colorido, eles estão de mãos dadas e com semblante sereno e um leve sorriso. Arte gerada por IA.


 
 
 

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