As marés
- Claudia Vilas Boas

- 23 de abr.
- 2 min de leitura
Assim como as marés sobem e descem, se alternando, até mesmo, várias vezes em um mesmo dia, também nós frequentemente oscilamos entre altos e baixos, entre tempos de calmaria e de intensidade.
Há dias em que tudo o que queremos é silêncio e paz, deixar o tempo passar sem pressa e saborear cada momento. Enquanto em outros, nos comportamos como um mar furioso, arrastando tudo o que estiver em nosso caminho.
As águas representam simbolicamente os sentimentos. Coincidentemente nosso corpo carrega uma grande quantidade desse valioso líquido.
Somos oceanos experienciando toda sorte de movimentos.
Ora bailamos com suavidade, leveza e alegria, ora nos desequilibramos na violência dos rodopios.
Em certos momentos a nossa luz brilha sobre o reflexo da superfície límpida e transparente, em contraste com os períodos de mergulho nas profundezas, onde buscamos tanto as abismos como os tesouros escondidos.
A lua nos conecta à reflexões mais profundas e aos sentimentos mais intensos, enquanto o sol clareia a mente e nos traz uma boa dose de esperança e alegria.
Há dias de baixa temperatura, em que não estamos receptivos ao convívio e dias de temperatura agradável, em que nossa companhia é um convite e também promessa de momentos incríveis.
Semelhante aos oceanos seguimos cumprindo nossos ciclos, nos alternado diante das situações, que assim como a lua e o sol, nos impelem a avançar ou recuar.
E é nesse vai e vem, na intensidade e na calmaria, no contraste de cada minuto vivido, que avançamos em nossa jornada evolutiva.
O mar tem seus encantos e seus perigos. A melhor forma de lidar com ele, é respeitando a sua natureza.
Da mesma forma, a nossa natureza deve ser respeitada. Tantas vezes nos controlamos em demasia, represamos nossas águas, impedindo-nos de fluir.
Se o respeito não começar por nós, ele não chegará a lugar nenhum.
É nesses altos e baixos, nos movimentos, nos avanços e recuos que a vida vai acontecendo.
E é assim, que o fluxo traz o que precisamos e merecemos e leva o que já não nos serve.
Respeitemos nossas marés e as mudanças que nos trazem abundância e equilíbrio, afinal, em águas paradas a serenidade é apenas aparente, em seu âmago tudo se deteriora.
Sigamos o nosso balanço e deixemos a vida fluir, no ritmo de nossas marés.
#pracegover #paratodosverem imagem de uma praia paradisíaca, com ondas altas ao fundo e águas calmas e límpidas próximo à areia. Arte digital





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