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A verdeira virtude. Como ser realmente bom?

  • Foto do escritor: Claudia Vilas Boas
    Claudia Vilas Boas
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

Há algum tempo, assistindo a um vídeo, um questionamento importante surgiu. O que é ser uma pessoa boa? Será que sabemos o que é ser bom? Será que somos realmente boas pessoas?

Transcrevo abaixo um resumo da mensagem passada por Darren Gingras, em seu perfil The Common Sense Divorce.

“Você pode ser gentil com animais, com o jornaleiro ou com qualquer estranho que cruzar seu caminho, mas gentileza para com estranhos não é medida do nosso caráter. Gentileza em casa é o verdadeiro teste. Porque estranhos não carregam a nossa história, estranhos não ativam nossas feridas e estranhos não refletem de volta a parte de nós que evitamos encarar por anos. Nosso lar faz isso.

É a verdade desconfortável que a maioria das pessoas evita.

Se toda a sua gentileza for guardada para estranhos, isso não é gentileza, isso é gerenciamento de imagem. A verdadeira medida de quem somos não é o sorriso educado que damos ao caixa do supermercado, é o tom que usamos com as pessoas que nos amam, é a paciência que oferecemos quando estão sobrecarregados, e a suavidade que escolhemos nos dias em que nosso ego quer nos endurecer.

Porque as relações se desgastam lentamente, pela negligência diária, pelo desrespeito casual, pelos vazamentos silenciosos da falta de gentileza e indiferença cotidiana.

Gentileza com estranhos pode fazer as pessoas gostarem de você, gentileza com os seus torna você uma pessoa confiável.

Gentileza com estranhos cria uma imagem, gentileza em casa constrói caráter.

E se formos gentis em todos os lugares, exceto em nossa casa, isso não é gentileza, é performance, é o gerenciamento de nossa imagem disfarçado de virtude.”

Diante dessa excelente explanação, muitas reflexões afloraram.

Quantas vezes já fizemos exatamente isso? Nos enchemos de paciência e suportamos comportamentos irritantes e até desrespeitosos de pessoas estranhas, na rua, no trabalho, em um comércio, e em tantas situações do cotidiano. Somos educados e muitas vezes até passivos.

E isso não está errado, ao contrário, pode nos livrar de muitos aborrecimentos e conflitos desnecessários.

No entanto, em nossos relacionamentos íntimos e em círculos de pessoas próximas, várias vezes não dedicamos a mesma atenção e respeito.

A explicação mais óbvia seria, talvez, porque sabemos que ali somos amados e contamos com a benevolência e compreensão.

Porém, não seriam justamente essas as pessoas mais merecedoras de nosso melhor lado? De toda nossa paciência, tolerância, tempo e disposição?

Não seriam eles nosso porto mais seguro?

E justamente por isso, não deveríamos cuidar e preservar?

Tudo precisa de manutenção. Uma casa se desgasta com o tempo, e se não providenciarmos os reparos necessários, se não a mantivermos conservada e cuidada, ela acabará em ruínas. Assim também acontece como os nossos relacionamentos. Cuidemos do nosso lar, ele é mais do que as paredes que nos cercam, é alma e estrutura dos vínculos de todos que ali convivem.

E mesmo que cada membro em algum tempo habite uma nova casa, o lar segue com ele, em forma de laços estreitos, amor, afeto e caráter.

Embora, muitas vezes possamos ter agido de forma equivocada, sempre haverá tempo e oportunidade de mudar a rota e construir um caminho diferente, mais justo, honesto e amoroso.

Termino, então, com a pergunta: você tem sido uma boa pessoa?

#pracegover #paratodosverem ilustração de uma família feliz, mulher de cabelos longos e vestido florido, homem de roupas casuais, uma menina com vestido colorido e um menino com macacão jeans e camiseta listada, todos cuidando de um lindo jardim florido, com flores coloridas em forma de coração, diante de uma casa bela e acolhedora. Arte digital


 
 
 

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