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  • Claudia Vilas Boas

A Chama

Imagine que você é uma vela em meio a um vendaval! Como manter a chama acesa, como sobreviver a ele?

Seria necessário proteger-se atrás de barreiras, não é mesmo?

Vamos fazer de conta que o pavio é a mente, a cera que o envolve é o corpo e a chama é a essência de tudo, a alma e o coração.

A vela somente cumpre seu propósito através da chama, sem ela sua existência seria inútil, absolutamente inócua.

Em meio ao caos da existência terrena, quais seriam tais barreiras?

Eu escolheria, entre tantas alternativas, a fé, o conhecimento, o sentir, a intuição, a observação, o discernimento, o posicionamento, a responsabilidade e a compaixão.

Com essas ferramentas talvez houvesse a possibilidade de vencer os ventos que nos assolam constantemente, como a maldade, a discórdia, a ignorância, o desamor, o desrespeito, a desonestidade e uma infinidades de terríveis rajadas.

Tantos são os ataques para apagar a chama que insiste em aquecer e iluminar.

Ah! Essa chama teimosa, que oscila mas persevera. Que a tudo transmuta.

Me lembrei de um exercício de cocriação, que consiste em escrever uma carta endereçada ao Universo, com algo que você deseja muito e queimá-la, após a concretização.

A chama simbolizaria a união com a divindade, a transcendência.

E, voltando para o nosso faz-de-conta, a nossa chama, a nossa essência, vai se transformando à medida que a vela vai se consumindo.

A cera derrete, o pavio se esvai, mas a chama transcende e sobrevive como elemento poderoso da natureza, do universo e da fonte criadora.

Renascendo sempre onde a Luz se fizer necessária.

#pracegover #pratodosverem imagem de uma lanterna branca com uma vela acesa em seu interior, em meio à neve.


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