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  • Claudia Vilas Boas

A caverna

Já comentei uma vez que gosto muito do Mito da Caverna, de Platão.

É impressionante como algo escrito há muitos séculos continua norteando comportamentos.

Para quem não conhece segue aqui um resumo:

“Trata de seres humanos habitando uma caverna subterrânea, com pescoços e pernas sob grilhões, unicamente capazes de ver à frente. A certa distância deles há uma fogueira e um muro, atrás do qual manipuladores exibem todo tipo de artefato, cujas sombras são projetadas na parede. Somente alguém que ousasse quebrar os grilhões e arriscasse sair da caverna, descobriria a realidade além dela.“

As cavernas hoje são muito mais modernas e confortáveis, o que dificulta mais ainda a saída delas.

Hoje, cada casa e apartamento, por menor que seja, tem um reprodutor das sombras.

A parede de outrora, se transformou em telas, de todos os tamanhos, mas as sombras da distração continuam sendo produzidas com a mesma finalidade.

Programas de baixíssimo nível em termos de valores e mensagens, que nada agregam de informação e conhecimentos, têm imensa visibilidade, disseminando discórdia e perpetuando a ignorância.

Aos mais atentos é visível o roteiro preestabelecido e a narrativa sendo conduzida. São os que ousam quebrar os grilhões e questionar.

Contudo, ainda para muitos, por meio dessas distrações, sutil e subliminarmente, as mentes vão sendo programadas de forma preditiva.

Essa manipulação ocorre, como já mencionei, há séculos, coordenada por uma minoria, que autoproclamou-se como iluminados e competentes para decidir o que é “melhor” para a humanidade, atendendo, obviamente, às suas conveniências.

Eles acumularam muita fortuna, muito ouro, porém, o ouro do tolo.

Não invejo sua “riqueza” e pseudo poder.

Em alguns momentos até consigo me compadecer da vida miserável que levam.

Ao escravizar boa parte da humanidade, não percebem que tornam-se também escravos. Desenvolveram absoluta dependência desses que mantêm submissos através de suas manipulações.

Seu maior pavor são as consciências que ousam pensar por si mesmas.

Não há dinheiro no mundo que possa comprar uma consciência que escolheu ser livre. Nenhum ouro pode comprar a verdade. Ela pode ser temporariamente ocultada, mas jamais extinta.

Podem tentar acorrentá-la na escuridão, mas ela sempre lutará para escapar do cativeiro. E sempre haverá uma brecha.

Um ser que decidiu seguir sua consciência e seu coração, nunca poderá ser aprisionado novamente. Podem até destruir sua matéria, seu corpo, mas sua essência sobreviverá, e com toda certeza, encontrará caminhos que possibilitem espalhar suas sementes em cada solo, fértil o suficiente, para fazer brotar e florir a verdade.

A Luz fora da caverna, nada mais é do que a Verdade, pois só ela pode nos libertar.

#pracegover #pratodosverem ilustração de um homem, vestindo uma armadura, sentado à frente de uma caverna escura, de onde olhos imensos e amarelos o observam, tendo diante si uma fogueira.


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