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  • Claudia Vilas Boas

Valor

Sempre tive dificuldade em atribuir valor ao meu próprio trabalho.

Levou muito tempo para que eu começasse a perceber que o fato de alguma atividade parecer simples para mim em dado momento, tem toda uma trajetória, uma história de construção que a antecede.

Quantas horas de estudo, de erros e acertos, tempo, investimento, entre tantas outras coisas, foi gasto para a consolidação daquele conhecimento, para o desenvolvimento de determinadas habilidades?

Além disso, há uma crença que subliminar e lentamente vem sendo incutida em nossas mentes, de atribuir ao dinheiro uma imagem negativa, como se fosse algo sujo.

Me lembro de ter começado a quebrar certas crenças limitantes em uma conversa com um mentor, em uma casa de atendimento espiritual.

Tantas vezes ouvi que a evolução vem através do sofrimento, do sacrifício e de toda sorte de mazelas. Como se o sucesso e as conquistas, mesmo que de forma honesta e moral, fossem uma maldição a ser cobrada em algum momento.

Acredito que há uma diferença entre preço e valor. muitas coisas possuem preço, mas não valor.

Valor vai além da simples monetização, há que se agregar algo, trazer alguma contribuição efetiva.

E foi reconfortante ouvir que podemos escolher crescer através do amor e positividade. Que sempre há caminhos menos tortuosos e mais suaves.

Nunca me senti uma pessoa desafortunada, nem nos momentos mais difíceis. Procurei sempre ter uma atitude positiva, muita fé e determinação para vencer os obstáculos. Não os considerei dificuldades, mas oportunidades!

Hoje entendo que somos o que vibramos, e mais que isso, criamos em nossa vida o que realmente sentimos no coração.

Por conta dessa aparente facilidade em conquistar meus objetivos e superar as dificuldades, eu não conseguia me valorizar, nem perceber a contribuição gerada pelo meu trabalho.

Isso se deve, em parte, pelo péssimo hábito de nos compararmos e tentarmos nos enquadrar em padrões e crenças que, via de regra, não respeitam as individualidades.

Em discussões nas sessões de Indigoterapia*, essa é ainda uma das questões mais difíceis de se trabalhar.

E é de suma importância que se trabalhe a auto valorização e reconhecimento de nosso papel e do quanto podemos agregar em nosso meio.

Descobrir o sentido das nossas escolhas já nos garante um progresso na jornada.

Há que se desconstruir o que já não serve para construir o novo.

Nós somos merecedores de nossas vitórias, e cada degrau é um motivo a ser comemorado.

Nosso esforço e dedicação têm muito valor e ele só será reconhecido no externo, se ele estiver bem consolidado dentro de nós.


*(Indigoterapia é uma técnica criada pelo querido Sérgio Ludman, do canal Índigo Sentido, e que tem contribuído para que pessoas encontrem seu lugar nesse mundo caótico e se aceitem como seres únicos que não precisam se encaixar nos padrões alheios).

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#pracegover #pratodosverem imagem de quatro pilhas de moedas dourados, em tamanhos diferentes, em ordem crescente, da esquerda para a direita, tendo sobre todas elas mudas de plantas brotando. No final das pilhas há um pote de vidro cheio de moedas, tendo no topo uma planta brotando.


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