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  • Claudia Vilas Boas

Restauração

Quantas vezes você se perdeu de si mesmo? Quantas escolhas não foram exatamente suas? Quantas vezes você foi um mero expectador da própria vida?

Acredito que isso seja muito recorrente nos dias de hoje.

Quantas pessoas vivendo de forma superficial, artificial e mecânica? Sendo levadas pela onda das opiniões alheias ou escondidas atrás de um computador vivendo um personagem fictício?

Pessoas com a boca cheia de palavras e vazias de coração.

Muitas usando todo seu tempo apenas para agredir, criticar, ironizar e julgar.

Outras que nunca procuram o lado positivo, que sempre existe em qualquer situação. Parece até que o prazer está em expor tudo o que for negativo.

Muita gente se achando super do bem, mas que se fizesse uma auto crítica sincera, poderia

descobrir que a verdade não é bem essa.

Aquela história de que o que se crítica ferozmente no outro é sempre algo que não aceitamos em nós mesmos, é a mais pura verdade.

Mas fazer uma auto crítica profunda e verdadeira dói, ah como dói.

E nem todo mundo tem coragem para enfrentar essa realidade, se olhar e se enfrentar, sem pudores.

É mais fácil apontar o dedo na direção dos outros e ignorar os outros quatro dedos apontados para si próprio te cobrando honestidade.

Tanta gente cobrando tolerância sendo intolerante.

Muitos falando de empatia sem a praticar verdadeiramente. Porque ter empatia com o que você acha certo, com o que está dentro da sua bolha, e só aceitar a opinião de quem pensa como você, pode até parecer empatia, mas acho que não é.

E empatia também vai além de praticar atitudes caridosas. É se situar no mundo que te rodeia.

Já tentou se colocar no lugar de quem diverge totalmente de você? Já tentou analisar o contexto em que aquela pessoa viveu, as condições e experiências que formaram seus valores, seus princípios, suas atitudes?

Nossa! Isso é libertador e traz um aprendizado enorme.

Já tentou ouvir mais do que as palavras?

Nem todo mundo é o que fala, mas com certeza todos são o que fazem.

Temos que recuperar a capacidade de dialogar, verdadeiramente. De ouvir. De enxergar. De pensar! Não somente esperar o outro parar de falar para despejar uma opinião pronta e irredutível.

Escutar, processar e argumentar.

Não há problema algum em divergir, aliás isso é muito saudável. Mas é preciso entender que ninguém está absolutamente certo, e ninguém estará totalmente errado. Tendo essa consciência o diálogo será muito produtivo para todos.

Precisamos aprender a ouvir nos abstendo de julgar apressadamente, e tentar manter a mente aberta.

E acima de tudo...precisamos restaurar nossa humanidade.

#pracegover Uma mulher sentada em um banco de madeira, com as pernas em cima do banco, vestida com uma camisa branca, se olhando em um espelho, seu rosto está refletido no espelho com uma expressão pensativa.


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