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  • Claudia Vilas Boas

Movimento

No texto anterior fiz uma analogia entre plantas e humanos. Contudo, apesar das semelhanças em ciclos de vida, nos variados reinos do planeta, existem características, peculiares a cada espécie, de suma importância para sua evolução.

E uma delas, para nós, humanos, é o movimento.

Precisamos estar sempre buscando evolução. Nossa vida não é estática, ou, não deveria ser.

Observando certos comportamentos, me lembrei de uma expressão, dita até de forma um tanto jocosa: síndrome de Gabriela. Ela se referia à uma música, cuja letra diz: “Eu nasci assim eu cresci assim. E sou mesmo assim. Vou ser sempre assim Gabrieela. Sempre Gabriela.”(Dorival Caymmi)

Algumas pessoas simplesmente estacionam na vida. Não sei se por arrogância ou medo, mas a justificativa é de que são assim e pronto. As coisas têm que ser sempre à sua maneira e ponto final.

Qualquer sugestão de inovação é prontamente rejeitada.

Há até mesmo aqueles que reclamam, reclamam, mas recusam qualquer ajuda, pois só aceitam o que se adequar ao seu modo de agir ou fazer.

Acredito que até mesmo para criticar ou decidir que algo não agrega nada em nossa vida, precisamos conhecer.

Entendo que, em algum momento da vida, todos nós agimos dessa forma, precisamos nos sentir no controle. Porém, muitas vezes diante da nossa resistência, a própria vida acaba por nos colocar em situações em que o aprendizado nos é imposto. A velha história, se não vai por bem, vai por mal, ou, se não aprender pelo amor, será pela dor.

Não passamos por nenhum dia sem ter aprendido algo. Todo dia traz logo no início uma gama de oportunidades e possibilidades. Infelizmente, nem todos as aproveitam, enraizados em seus conceitos e crenças.

Eu particularmente gosto muito de sugestões de novos conhecimentos, ferramentas que desconheço, novas idéias, livros, teorias, e uso meu filtro para selecionar o que me é útil e descartar o que não me interessa.

Afinal, somos energia, precisamos de movimento. Energia estagnada, trava, bloqueia, atrasa a vida.

Temos que fluir.

Portanto, observe-se. Quando sua vida estiver monótona, estática e desanimada, dê aquela sacudida. Procure novos caminhos, novas paisagens, novos ventos.

Afinal, você não é uma árvore…mova-se.

#pracegover ilustração de uma mulher surgindo de dentro de um tronco de árvore. Parte de seu corpo se confunde com a árvore. Tem os braços abertos e flores nos cabelos. acima de uma de suas mãos pontos luminosos, amarelos, flutuam.

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