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  • Claudia Vilas Boas

Jornada do Herói

Em algumas conversas com amigos terapeutas e também amigos que se utilizam de terapias, muitas reflexões surgiram através dos relatos dessas experiências.

Terapia é um caminho para o autoconhecimento, contudo, há que se ter cuidado com as escolhas. O fato de se ter simpatia por determinado profissional é fundamental para que se tenha resultados positivos, porém, por outro lado, o excesso de confiança pode fazer com que o paciente não perceba certas ciladas.

Nessas conversas descobri que muitos terapeutas começaram a mudar suas linhas de trabalho ou agregar outras terapias integrativas que traziam resultados muito mais rápidos e positivos.

Há uma gama enorme de técnicas, e cada pessoa deveria buscar o que mais atende suas necessidades.

Com os pacientes percebi que algumas técnicas convencionais se utilizam da terceirização da culpa. O trauma, a amargura, a ansiedade, depressão ou o que quer que seja sempre é culpa de algo ou alguém.

Existe uma frase, muita usada em palestras motivacionais, atribuída a um filósofo, o qual até nem está entre os que admiro (Jean Paul Sartre), mas que não vejo como apenas mais uma frase motivacional, e sim como um sinal de atitude e poder: “Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com aquilo que fizeram com você”.

E isso me lembra novamente a história de dois irmãos, filhos de um pai alcoólatra. Um tornou-se também um alcoólatra, seguindo os passos do pai, enquanto o outro seguiu um caminho totalmente oposto, se mantendo longe de bebidas, buscando construir uma carreira, uma família e dar aos seus filhos a estrutura que ele não teve.

Há pouco tempo vi a refilmagem do filme “Nasce uma estrela” e não sei se isso me escapou na versão de 1976, ou se foram elementos novos, mas nesse filme há uma história semelhante sobre os dois irmãos. O protagonista, um cantor talentoso, mas emocionalmente desequilibrado e o irmão que dá a ele todo o suporte, vieram também de uma família desestruturada.

O que ficou claro para mim, é que o caminho para a autocura, só depende das nossas escolhas. Terceirizar culpas é uma forma confortável, porém, paliativa.

Em algum momento há que se entender que somente assumindo a responsabilidade das próprias decisões poderemos seguir buscando o caminho do meio, o equilíbrio.

Essa é a jornada do herói, que assim como na ficção, terá o desfecho determinado diante das atitudes tomadas a cada cena. O herói poderá vencer ou sucumbir. Na literatura, apesar de bastante rara, existe a inversão sombria do herói, que sucumbe através de resoluções equivocadas

Todos temos nossa jornada, nossa trajetória também é construída através de acontecimentos que vão moldando nosso caráter e nosso destino.

E cada ato é antecedido por uma escolha, como se vivêssemos constantemente diante de encruzilhadas.

Alguns caminhos podem ser lindos e suaves, enquanto outros trazem dificuldades e obstáculos. Esses últimos, por mais penosos que pareçam, são os que nos tornam mais sábios e mais fortes, se escolhermos enfrentá-los, aceitando a nossa responsabilidade e traçando, nós mesmos, as estratégias para concluí-los.

Você é o herói da sua jornada…assuma o seu poder.

#pracegover #pratodosverem Ilustração em tons de azul, de uma pequena embarcação, navegando durante a noite, sob a luz de uma enorme e iluminada lua cheia, em um rio de águas calmas, ladeado por montanhas, tendo sobre sua proa uma silhueta em pé. Do lado esquerdo do barco uma grande ave voa acompanhando o navegante solitário.


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