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  • Claudia Vilas Boas

Insônia

Quem nunca ficou naquela situação de rola pra lá, rola pra cá, rola pra lá, rola pra cá e nada do sono chegar?

Eu particularmente já tentei de tudo. E não há chazinho, óleo, reza, simpatia, música com barulho de chuva ou carneirinho que dê jeito!

Esse meu cérebro muito pensante não respeita horário e nem convenções! E depois eu que lute para enfrentar a rotina e cumprir todos os compromissos, entre um cafezinho e outro.

Meu pai já me disse que não tem jeito, nasci com o relógio biológico invertido, colocaram uma maquininha japonesa e eu nasci com o fuso do país do sol nascente.

Já tentei ler também, dizem que dá sono, mas o danadinho do cérebro falava: só mais um capítulo. Tudo bem eu concordava, só mais um. E lá vinha ele de novo, mas não dá pra parar agora, está muito emocionante, preciso saber o que vai acontecer. E lá ia eu adentrando mais uma madrugada. Essa técnica, com certeza não funciona para leitores vorazes, uma vez que livros são até mais estimulantes que café.

Dizem que o que não tem remédio, remediado está. Será?

Acho que sempre haverá ao menos uma alternativa, não é mesmo?

Sigo procurando, uma receitinha aqui, um ótima dica de lá, uma meditação daqui, um pézinho de lavanda acolá. E mistura um pouco de cada, e vai que uma hora dá certo.

Desisti de forçar e brigar com esse cérebro borbulhante, resolvi soltar, acolher e tentar acalmar.

E enquanto ele não sossega, segue mais um texto solto na madrugada. Afinal, o tempo é precioso demais para ser desperdiçado, certo?

E enfim, com as ideias despejadas e organizadas, o soninho vem chegando!

Ufa, até que enfim.

#pracegover sobre um fundo azul claro, ilustração de uma garota de olhos abertos e com olheiras, deitada em uma cama com travesseiro e coberta na cor lilás, sobre a coberta um gato cinza dorme. Acima da cabeça da dela três carneirinhos flutuam.


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