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  • Claudia Vilas Boas

Hábitos

Atualizado: 30 de Out de 2019

É engraçado como nos apegamos a certos hábitos e mesmo com a mudança das situações, em que muitas vezes eles se tornam dispensáveis e até inadequados, persistimos em mantê-los.

Há algum tempo li uma matéria sobre membro fantasma, e usando essa figura analogicamente, seria mais ou menos isso, como se continuássemos preservando pessoas e situações que já não existem.

Me dei conta disso quando percebi, que depois de tantos anos dormindo do mesmo lado da cama, hoje tendo a cama inteiramente para mim, continuo dormindo no mesmo cantinho.

E já tentei mudar isso. Coloquei o travesseiro no meio da cama, e pensei: vou me esparramar... mas quando acordei, lá estava eu de novo, dormindo encolhidinha no mesmo cantinho.

Mas esse foi um pequeno exemplo. Existem tantos outros.

Uns mais fáceis de mudar, outros nem tanto e alguns extremamente necessários.

Existem hábitos aos quais a gente se agarra por conta de uma coisinha complicada, uma tal de “zona de conforto”.

E como o nome já diz, é confortável, é cômodo, é seguro.

Mas vou citar aqui uma frase interessante que mostra o outro lado da tal zona de conforto: “A zona de conforto é um lugar maravilhoso...pena que nada cresce lá.”

Pois então, como lidar com o conflito que muitas vezes surge, de estar acomodado, seguro, confortável, mas não estar feliz? Ter a sensação de que falta algo. De que há um vazio a ser preenchido?

Mas dá medo né? Milhões de frases feitas passam nessa hora pela cabeça: “trocar o certo pelo incerto”, “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”,”em time que está ganhando não se mexe”e por aí vai.

Mas e se esse incerto for melhor, e se o tal pássaro na mão não te dê tanto prazer quanto admirar tantos outros voando, ou até arriscar seu próprio voo, e se o time está ganhando mas...jogando mal. Por que não se atrever a desafios maiores?

Sair da zona de conforto requer muita, mas muita coragem para arriscar e enfrentar todos os “e se” , todas as incertezas, as possibilidades de erros, derrotas, porém, traz também a certeza de que todo voo é libertador e de que toda mudança nos leva a algum crescimento.

Ficar onde está é seguro, o que tem lá as suas vantagens, no entanto, será sempre praticamente tudo igual, estático, como a flor em um jardim observando sempre o voo das borboletas se arriscando pelos céus, enfrentando ventos, chuvas, predadores.

Cabe a cada um escolher: ser flor ou borboleta.

Não há certo nem errado, melhor ou pior, o importante mesmo é viver da forma que nos sentimos felizes e plenos, e respeitar o tempo de cada um, o nosso devido tempo. Até porque todo jardim precisa de flores e borboletas.

#pracegover foto de uma borboleta sobre uma flor amarela.



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