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  • Claudia Vilas Boas

Filhos

Vivemos tempos em que parte da geração atual, encontra-se muito fragilizada, envolvida em conflitos e questionamentos para os quais não encontram respostas.

Essa situação, relativamente, é resultado da super proteção a que muitos desses jovens são submetidos.

Na tentativa de evitar frustrações e decepções a seus filhos, os pais acabam por privá-los de desenvolverem sua capacidade de resiliência.

De impedirem as experiências para superarem as adversidades e manterem o equilíbrio nos momentos de tensão. Bem como, aprenderem a encontrar as saídas de seus labirintos existenciais e saborearem a deliciosa sensação da conquista e de sentirem-se merecedores.

Não ficarem presos a vitimismos e assumirem suas próprias responsabilidades.

Entenderem que o mundo não existe para servi-los, mas que na vida recebemos de acordo com o que oferecemos.

Permitir que nossos filhos cresçam e se tornem independentes exige firmeza e desprendimento.

O coração deseja guardá-los aconchegados no colo, mas a razão nos lembra que eles precisam caminhar para fortalecer seus passos.

Muitas vezes na tentativa de poupar nossos filhos, estamos atrasando seu desenvolvimento.

Temos que ter coragem de tirar as rodinhas de apoio da bicicleta e deixar que eles se equilibrem sozinhos.

Aos pais, cabe oferecer o suporte, os equipamentos de proteção, o capacete, joelheiras e o merthiolate. Os tombos serão inevitáveis, porém , necessários.

Pois somente assim, eles desenvolverão habilidades suficientes para escolherem seus trajetos, trilhas e destinos, com equilíbrio, driblando os obstáculos e criando manobras que os levarão ao sucesso e realização de todos os seus objetivos.

#pracegover ilustração de um garotinho em uma bicicleta, trajando bermuda, camiseta, tênis e capacete, sendo empurrado por seu pai.


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