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  • Claudia Vilas Boas

Esta vida está de brincadeira?

Tempos insanos esses nossos.

Tem dias que o que acontece à minha volta é tão surreal, que me sinto rodando como um pião.

Bem assim, me equilibrando naquela pontinha e girando, girando, girando para não tombar.

E percebo que muitos se sentem assim, meio perdidos, algumas vezes desanimados, mas continuam insistindo. Como se tivessem à sua frente, um jogo da amarelinha, onde o tão almejado céu parece tão distante. Tantos são os recomeços, uma hora o pé finca onde não podia, outras vezes a culpa é do desequilíbrio, mas…os resilientes persistem.

Tantas são as analogias possíveis.

O cansaço de pular corda por muito tempo, vez por outra nos tira o foco e tomamos aquela "chulapada" na canela pra tomar prumo novamente.

Estátua…quem se lembra? Nos faz entender que algumas vezes temos que parar e esperar um pouco para prosseguir no jogo.

Enfim, desconfio que essas brincadeirinhas de criança, eram na verdade um treinamento. Percebem?

Paciência, estratégia, persistência, confiança e o principal ingrediente: ALEGRIA.

Pena que ao longo da vida acabamos descartando esse valioso aprendizado lúdico.

Talvez a única brincadeira praticada ainda, ao longo do tempo, seja o esconde-esconde, tão aperfeiçoado, que nos escondemos até de nós mesmos. Vivendo vidas de ilusões, atendendo expectativas que não são nossas.

Bora lá sair do esconderijo, voltar pra brincadeira, cair, levantar, soprar o ardido do merthiolate nos ralados dos joelhos, do coração, da alma.

Resgatar o riso solto da nossa criança interior. Não se levar tão à sério.

Deixar os sonhos fluírem ao vento feito pipa, quanto mais alto, mais bonito.

Precisamos resgatar a sabedoria daquele pequeno ser que se permitia chorar quando ferido, mas olhava a vida com alegria, esperança e criatividade. Que assumia os riscos das traquinagens, aprendia a cada tentativa e acreditava que podia ser o quisesse, um super herói, astronauta, bombeiro, mágico...e fazia acontecer dentro do seu coraçãozinho.

Que fazia de uma caixa de papelão um avião, da vassoura seu cavalo alazão, e, da forma que lhe era possível ia construindo e vivendo seus sonhos.

Desejo que possamos reaprender a olhar a nossa vida com mais amor e alegria, e não duvidar das nossas capacidades.

Se a vida está de brincadeira, entre na roda, jogue o jogo, caia, levante, persista. E lembre-se que é a alegria que faz a diversão valer a pena!

#paratodosverem Imagem da silhueta de uma criança empinando uma pipa. Fundo em tons de amarelo e laranja, mostrando um lindo pôr do sol.


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