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  • Claudia Vilas Boas

Doeu mas floresceu

E no meio de tanta dor a gente viu brotar...amor. Dor é solo fértil para o bom cultivador. Para aqueles que não desanimam e preparam a terra com o arado da paciência e a sementeira da fé. Que entendem que não existem dias ruins. Que sol e chuva são necessários para a boa colheita. E que amor é o melhor adubo que existe. Se a colheita é farta, ela há de servir nos tempos de escassez, onde o aprendizado é sobre parcimônia e partilha. E aí estará novamente o amor como instrumento para prover o equilíbrio. Assim como cada fruto tem sua época, cada aprendizado em nossa vida tem um momento diverso e oportuno. Tem o tempo de germinar, o tempo da floração e o tempo de frutificar. Dor, alegria, sucesso, fracasso, tristeza, desespero, esperança, confiança, certeza, insegurança, medo, coragem, avanços, recuos, raiva, perdão, são nutrientes presentes em nossas raízes, e se cultivadas em equilíbrio as tornam fortes e nos possibilitam enfrentar todas as intempéries. Nos preparam para cumprir nossos ciclos com toda a beleza e prodigalidade. Teremos sombra nos dias quentes, alimento na escassez, abrigo nas tempestades, flores a colorir os dias e renascimento em novas sementes. Crescer é um processo que exige resiliência, persistência e paciência, algumas vezes irá doer, mas cada passo nesse caminhar rumo à nossa evolução como ser humano é um motivo para celebrar. E a colheita no seu devido tempo nos trará os melhores frutos. Uma safra abundante e rica de bons sentimentos e maturidade emocional. Por isso, mesmo que doa, enfrente...e floresça.

#pracegover imagem de uma árvore com a copa em forma de coração, com folhas vermelhas em meio a um campo de flores vermelhas e brancas. Ao fundo o céu azul com nuvens brancas.


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