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  • Claudia Vilas Boas

A cura índigo

Olho para o céu e pergunto, qual lição eu pulei? Onde foi que me distrai?

Sinto o cansaço, o esgotamento, do final do ano letivo, uma ano de estudo intenso, de dedicação, mas que ainda carrega uma quantidade enorme de dúvidas sobre as provas que virão. Será que passarei no tão esperado vestibular?

Todo esse desgaste escorre como um rio, e o deixo fluir solto e feroz, quebrando diques, derrubando barreiras e destruindo barragens.

Deixo que limpe e expurgue toda o cansaço de uma vida inteira nadando contra a correnteza, em que muitos seguiam sorridentes e distraídos, sem saber do abismo que os esperava logo à frente.

Enfim, eu entendi o sentido, o meu sentido.

Abrir esse caminho para achar um local que possa acolher as minhas certezas, o meu sentir e a minha liberdade, foi cansativo e doloroso.

Muitas vezes pensei em desistir, mas algo gritava dentro de mim e me impelia a ir um pouco mais adiante.

A construir o meu oásis dentro daquele deserto que me rodeava.

E agora essa essência preciosa flui, livre, atravessando os obstáculos e encontrando repouso junto a outras correntezas que seguem na mesma direção.

É libertador poder entender o caminho, encontrar a direção e entender que a busca valeu a pena. Que para tudo há um propósito.

Deixar que essas águas de um profundo azul criem seu próprio leito e se fundam a tantos outros que buscam essa cura para a alma.

Que essa ramificação índigo abra espaços e irrigue a terra com confiança, quebrando paradigmas e assumindo o seu lugar, uma vez que, finalmente, entenderam o verdadeiro sentido de suas vidas.

#pracegover #pratodosverem ilustração de um rio com águas num tom de azul índigo, correndo entre rochas cobertas de musgo verde, ladeado por várias espécies de árvores e palmeiras. Ao fundo uma cachoeira desce por uma montanha.



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