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  • Claudia Vilas Boas

A árvore do sentido

Esse foi um ano de tanto aprendizado, mas principalmente um ano em que o sentir passou a ter uma importância maior.

Um ano cheio de conflitos, mentiras e manipulações, em que tivemos que aprender a avaliar os acontecimentos ao nosso redor usando primeiro o coração e depois, ao buscar as verdades, agregar os atributos da mente.

Estamos entrando em uma nova era. A era dourada, a era do sentir.

Buscando nossa verdade, nosso Eu Superior.

Foi um ano de muitas descobertas. Tanto fora, quanto dentro de nós. Muito foi revelado. Várias coisas ganharam significado, enquanto outras deixaram de fazer sentido.

Sentido. Nunca essa palavra teve tanto…sentido.

Nessa época do ano costumo fazer uma analogia com a árvore de Natal.

Onde eu me encaixaria nessa árvore hoje?

Foi um ano de busca, árdua, de muito estudo, muitas conquistas, inúmeras decepções, mas muito, muito crescimento.

Hoje aqueles pacotes coloridos no pé da árvore, já não têm o mesmo valor. São as distrações, que nos trazem alegrias efêmeras.

Volto meu olhar para os enfeites, alguns parecem já obsoletos, fazendo-se necessário que novos fossem acrescentados a fim de trazer mais vida ao conjunto. Esse foi o aprendizado.

Continuo a observar.

E quanto mais longe do sopé, mais o verdadeiro significado se descortina.

E lá está ela, a estrela no topo.

O conhecimento, o despertar, a sabedoria, a Luz. Talvez o sentido final de nossa busca nessa vida.

E esse momento que estamos vivendo, fez com que muitas pessoas voltassem seus olhos para o alto, se desapegassem um pouco dessa loucura que nos cerca e buscassem algo mais.

Fomos arremessados para dentro, dentro de nossas casas, dentro de nossas famílias, e o melhor, para dentro de nós.

Muitos não gostaram do que encontraram, e querem desesperadamente “sair”.

Querem permanecer na base da árvore, se distraindo com as caixas, papéis e fitas que embalam prazeres fugazes.

Dizem que as bolas de Natal simbolizam os desejos humanos, de amor, esperança, felicidade e tantos outros. São aqueles que renovaram seus valores, começaram uma caminhada, mas ainda precisam de algo que dê a elas suporte, estão presas entre as distrações e uma perspectiva totalmente nova, e por isso penduram-se nos galhos da árvore. Almejam o novo, mas ainda resistem a soltar o velho.

Lá no alto, a estrela solitária, convive com todo o conjunto, completa a harmonia, mas a ela basta brilhar. Talvez represente aquele que entendeu que o melhor da festa, o mais belo presente, a alegria, a esperança, está dentro de cada um.

Em um núcleo famíliar, muitas vezes é aquele esquisito, o doido, a tal ovelha negra. Isso não tem nada a ver com certo ou errado, apenas com escolhas. Trilhar um caminho diferente, abrir mão de antigas certezas, mover-se em direção ao autoconhecimento e mergulhar sem medo na profundidade de sentimentos, num mundo tão superficial, na maioria vezes é um caminho solitário. Contudo, é uma trajetória que vale a pena ser percorrida.

Enfim, olhando agora para a estrela na extremidade da árvore, um sentimento de paz, de serenidade, de completude me preenche o coração.

De repente, como se uma neblina se dissipasse, eu percebo que, encontrar a si próprio, fazer brilhar a sua luz…é, sem dúvida, o verdadeiro sentido.

#pracegover #pratodosverem ilustração de uma sala, tendo no centro, diante de uma janela, uma linda árvore de Natal, com bolas coloridas, muitos pacotes de presentes nas cores vermelho, dourado e verde. Ao redor da janela há uma cortina verde. em frente à árvore, sobre um tapete vermelho, estão espalhados brinquedos. Em ambos os lados da cortina, estão dispostas mesas de apoio com decorações natalinas e velas vermelhas. Do lado esquerdo há uma lareira, sobre a qual está um quadro. no lado direito um gato descansa em uma poltrona vermelha, tendo um gorro de papai Noel apoiado em um dos braços da poltrona.


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